17 de maio de 2013

II GUERRA DO PARAGUAI

Por Danilo Rizzo
Passados mais de 150 anos desde o conflito conhecido como Guerra do Paraguai, e parece que novamente nossos hermanos resolveram provocar as nações mais fortes, contrapondo-se à estratégia de governo mais popular e largamente aplicada nos países da América do Sul.
De 1864 a 1870, o Paraguai capitaneado pelo presidente Francisco Solano Lopez, e a Tríplice Aliança composta por Argentina, Brasil e Uruguai, duelaram oficialmente por território e soberania, e extraoficialmente a mando dos britânicos que, vendo o Paraguai se sobressair econômica e militarmente, tratou de dizimar os potenciais concorrentes. Brasil, Argentina e Uruguai derrotaram o Paraguai após mais de cinco anos de lutas durante os quais o Brasil enviou em torno de 150 mil homens à guerra, dos quais, cerca de 1/3 sucumbiram em combate. Argentina e Uruguai sofreram perdas proporcionalmente pesadas, pois mais de 50% de suas tropas faleceram durante a guerra. Já as perdas humanas sofridas pelo Paraguai são calculadas em até 300 mil pessoas, entre civis e militares, mortos em decorrência dos combates, das epidemias que se alastraram durante a guerra e da fome. A derrota marcou uma reviravolta decisiva na história do Paraguai, tornando-o um dos países mais atrasados da América do Sul, devido ao seu decréscimo populacional, ocupação militar por quase dez anos, pagamento de pesada indenização de guerra, no caso do Brasil até a Segunda Guerra Mundial, e perda de praticamente 40% de seu território para o Brasil e Argentina.
Mas desta vez, qual seria a ameaça paraguaia? A nação é economicamente frágil e seu poderio bélico não vive os melhores dias. A única semelhança entre as ameaças do século XIX e dos dias atuais é o fato de ambas residirem na pessoa de seu presidente, ora em Francisco Solano Lopez, e atualmente em Frederico Franco. E qual a terrível ameaça que Franco representa? Ele resolveu acabar com os "vales-e-bolsas-tudo-que-é-coisa". Simples assim. Ele está abandonando o assistencialismo que visa o voto em prol do assistencialismo que visa à sustentabilidade econômica dos cidadãos paraguaios.
Em linhas gerais, o governo dá as ferramentas, subsidia as terras, fornece sementes, adubos, fertilizantes e inseticidas, subsidia a instalação de poços e bombas de água, promove treinamentos e acompanha as famílias para que possam produzir e começar a viver por conta própria. E se o produtor precisar, o governo compra a produção para distribuir nas escolas públicas e onde mais for necessário. Isso feito por um país cuja carga tributária que não chega a 5% do que o Brasil impõe aos seus cidadãos. Curiosamente, Franco sofreu represálias e têm de conviver com núcleos revoltosos de uma pequena parcela da população que insiste em não aderir ao programa e não procurar emprego para continuar tendo direito a outros subsídios governamentais.
Mas que grande filho da puta é esse tal Franco! Mostrando como se faz uma politica social verdadeiramente relevante, inteligente, séria. Isso é fazer algo direito. Isso é ensinar o povo a merecer e a conquistar de acordo com seu trabalho e seu suor. Com isso, o povo evolui, o país cresce e a economia se fortalece. E o que ele quer com isso? Provocar uma guerra? Indo na contra mão das ditaduras de esquerda oficiais e extraoficiais instituídas por essas bandas. Definitivamente esse modelo de política social é uma ameaça aos governos que conduzem seu povo como uma manada de burros, e claro, representa um risco aos cidadãos eleitores que se beneficiam desse assistencialismo barato.
Preciso dizer que acho justa qualquer facilidade que seja criada ás classes menos favorecidas, desde que tais benefícios promovam crescimento social, econômico e intelectual, como o Bolsa Família quando de sua criação, que vinculava o recebimento do valor devido à permanência e desempenho das crianças na escola. Uma contra partida justa. De qualquer forma, tive a pachorra de calcular quanto rendimento pode ter uma família que se disponha a viver às custas das bolsas aqui no Brasil. Digamos que temos uma família de 5 pessoas que recorre ao Bolsa Família, o valor médio por pessoa desse benefício é de R$97 mensais, logo, a família em questão receberia por essa bolsa algo em torno de R$485. E digamos que por uma fatalidade, um dos filhos dessa família vai preso. Entra em cena o Auxílio Reclusão e injeta no orçamento de nossa família mais R$971,78. E digamos mais, que essa família resida no estado de São Paulo, e que outro filho seja viciado em drogas... crack, por exemplo. Vamos interna-lo numa clínica de recuperação, e por esta ação, receberemos do governo daquele estado mais R$1.350, pelo chamado Auxílio Crack. Se os problemas pararem por aí, nossa família feliz viverá às custas do meu e do seu dinheiro, tendo um orçamento líquido de R$2.806,78/mês. Deus queira que o filho que sobrou, conhecido como ovelha negra, estude apenas em escolas públicas, seja afrodescendente ou de origem indígena, e tenha capacidade de conseguir uma bolsa no ProUni. Que assim seja.

Um comentário:

  1. Apenas como informação ...... a bolsa crack pode ser utilizada/destinada apenas em clinicas de recuperação de dependentes químicos. Talvez esse assistencialismo seja importante para as famílias que sofrem e não tem recursos para tratar seus parentes. Os demais realmente só estimulam a dependência do estado e destinam nosso dinheiro para o ralo sem a expectativa de no futuro haver qualquer mudança social derivada destas ações.
    Alan

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